sábado, 17 de maio de 2014

Química nas investigações criminais

Grupo: Ernani, Isabella R., Gabriel R., Carolina, Eveton
Turma: 104    
  Para os apaixonados pelas séries policiais na TV, a química nas investigações criminais talvez não seja uma surpresa, mas nesse texto falaremos mais sobre isto. A cada dia que passa, está mais difícil para um criminoso esconder vestígios da polícia. Um dos responsáveis por esse avanço é o Luminol, um produto químico que torna visíveis vestígios de sangue, até então invisíveis a olho nu, por meio do fenômeno da quimiluminescência. Esse composto se torna um grande aliado dos peritos para revelar indícios ocultos de um crime. Luminol é uma substância química utilizada associada ao peróxido de hidrogênio (água oxigenada) e outras substâncias. Essa associação gera uma reação química lenta que é acelerada em presença de ferro. Dessa forma, o ferro presente no sangue, ao entrar em contato com o luminol associado ao peróxido de hidrogênio catalisa a reação, tornando-a mais rápida. Essa reação tem como característica especial a liberação de luz, melhor percebida quando se expõe o sistema a uma fonte de luz ultra-violeta.
    O público do seriado C.S.I está cada vez mais extenso, por isso o que chamamos de ciência forense nunca foi um tema tão popular. Mas, nem tudo que vemos em seriados policiais ou investigativos é realidade, ou seja, CSI não retrata o cotidiano real de uma investigação criminal. Em cada episódio, um grupo da polícia forense analisa de forma fria e calculista cada detalhe do crime, na tentativa de obter uma solução. A Polícia Científica tem a seu lado a ciência e a experiência para decifrar crimes, que pareciam ser impossíveis de se resolver, daí que vem os questionamentos sobre o seriado. Já que podem criar expectativas irreais ao seu público, já que todos os episódios têm finais felizes, com a equipe de investigadores aplicando a ciência repleta de recursos ao seu dispor.

    Existem muitas diferenças entre a realidade e a ficção. Um aspecto muito divergente entre a série e a realidade é o tempo de resolução dos casos. Na série, tudo é muito prático. Ocorre o crime, uma equipe de investigadores recolhem vestígios que imediatamente vão para os laboratórios onde, em um instante, são encontrados dados de suspeitos. Todo o processo ocorrido em poucas horas na série na realidade é muito longo e complexo.
Fonte: http://logonoid.com/csi-logo/

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Referências

Química para todos .Disponível em: <http://quimicaparatodosuevora.blogspot.com.br/2012/02/pode-quimica-ajudar-resolver-crimes-e.html> Acesso dia 28 de março de 2014.

DQI .Disponível em:< http://www.dqi.uem.br/pet/luminol_.htm >Acesso dia 28 de março de 2014.  

CSI: Crime Scene Investigation

Grupo: Jennifer, Milton, Anderson, João Victor, Welerson e Rafael 
Turma: 101

Um crime sempre deixa pistas. É o que retrata a série CSI: Crime Scene Investigation. A serie mostra como é difícil o cotidiano de um grupo de investigadores judiciais, analisando os locais onde foram cometidos os crimes. Na série os peritos possuem um grande aliado para ajudar a desvendar os grandes assassinatos e até mesmo os pequenos roubos de carro, e nesse caso o grande aliado é a QUÍMICA.
 Nas cenas dos crimes os peritos recolhem vestígios de sangue, tintas, pó branco, entre outras evidências, tudo isso para poder encontrar o suspeito. Todo o material recolhido é enviado para o laboratório forense, onde trabalham em equipe diversos técnicos, com destaque para os químicos forense. São eles que analisam as provas recolhidas e fornecem os resultados que permitem resolver os mistérios policiais.
Utilizando alguns conceitos químicos, os personagens da série conseguem alguns feitos extraordinários como identificar se um carro foi roubado apenas pela visualização do número de chassi adulterado, isso tudo por meio de reações de oxi-redução. Identificar drogas, como cocaína ou heroína, usando um kit que se baseia na ocorrência de reações químicas evidenciadas pela mudança de cor na presença das drogas. E também conseguem identificar facilmente vestígios de sangue.
Na série CSI acontecem vários crimes de vários tipos, de diversos motivos, no qual eles têm que desvendar o que aconteceu, a motivação, como ocorreu. E isso está presente, infelizmente, em nosso cotidiano. Todos os dias vemos nos jornais crimes como mortes misteriosas nas quais o assassino ou o motivo do crime não estão explícitos. Esse é o trabalho de um perito criminal. Um exemplo de um caso bastante conhecido é o caso do goleiro Bruno, que foi acusado de matar sua ex- namorada, porém, até hoje não se sabe o paradeiro do corpo de Eliza Samudio e o caso se mantém envolto em mistérios sem solução.
Na série são utilizados diversas técnicas e equipamentos reais, mas que muitas vezes são mostrados de forma exagerada, surreal. Os personagens, algumas vezes, usam produtos químicos que não existem ou mostram uma simplificação muito grande de uma técnica utilizada. Mesmo com essas adaptações o CSI continua sendo uma série muito interessante e recomendada a pessoas que gostam de um caso policial.
A química retratada na série CSI é chamada de QUÍMICA FORENSE e se encarrega da análise e identificação de possíveis crimes. Química forense é a aplicação dos conhecimentos da química no campo legal ou judicial. Diversas técnicas de análises químicas, bioquímicas e toxicológicas são utilizadas para esclarecer os crimes, sejam assassinatos, roubos, envenenamentos, sejam adulterações de produtos ou processos que estejam fora da lei. O material coletado pode ser biológico, as drogas, resíduos extraídos da cena do crime e até mesmo extração de DNA.
A série apresenta ao público algo que eles não tinham conhecimento como, por exemplo, como ocorre a investigação de um crime, desde o reconhecimento da cena do crime até o fim da investigação.
Vemos no programa cenários de nosso cotidiano, cafeterias, shoppings, festas e muitos outros locais comuns para todos nós. Mas, com cenas de crime elaboradas, CSI consegue prender a atenção de muitos até mesmo no mais simples caso.
A série CSI, em meio às investigações, apresenta explicações úteis como dicas de sobrevivência, explicações químicas, físicas, se tornando assim não apenas um programa qualquer, e sim um programa que oferece muito ao seu público. O programa faz com que você sinta-se desafiado a pensar em quem será o verdadeiro assassino. Isso ajuda a trabalhar o raciocínio do telespectador para que ele reúna as provas, pense nos suspeitos, e trabalhe junto ao CSI para a resolução do caso.
O telespectador adquire maior senso crítico de suas atitudes, pensando com antecedência o que ela pode gerar de bom ou ruim. A atenção do telespectador também é aumentada, já que ele precisa prestar atenção em todas as provas, todos os acontecimentos em uma cena criminal.
Agora vem a decepção de quem realmente acreditava que os peritos trabalhavam desta maneira. Esses heróis que vemos na TV são na verdade a junção de vários profissionais como policiais, detetives e cientistas forenses (cientistas criminais). Cada uma dessas profissões já é muito complexa e depende de conhecimentos muito específicos, um profissional que realize todas essas funções com a destreza retratada é impossível na vida real.
Podemos falar ainda do “efeito CSI” que é a ilusão que o público tem de achar que tudo que veem na TV acontece na vida real. Ele foi apontado como a causa de um júri em Baltimore ter absolvido um homem da acusação de assassinato – ignorando o depoimento de duas testemunhas oculares do crime – por falta de provas físicas. Os jurados perguntaram ao juiz onde estavam as digitais e exames de DNA do crime, e não se contentaram com a explicação de que nem sempre essas provas são necessárias para a condenação  - o que é contrário à série em que todos os casos apresentam provas físicas.
Os espectadores desse tipo de série pensam que os peritos tem à sua disposição um laboratório altamente equipado de recursos e tecnologia. Mas, existe um abismo enorme entre a realidade e a TV. Thomas Mauriello, cientista forense da Universidade de Maryland, estima que cerca de 40% do que é mostrado no CSI não existe. Na vida real, a análise das provas não tem como ser tão precisa como na série onde se coloca uma pequena  amostra em uma máquina com luzes coloridas e piscando, e ela te informa algo do tipo “batom da marca Maybelline, cor 42, lote A-439”. Muitas vezes ainda, ocorre erro nos interrogatórios onde os interrogadores confrontam o interrogado com as informações que já descobriram o que dificilmente ocorre na realidade.
Apesar da diferença com a realidade os cientistas forenses trabalham com tecnologias altamente sofisticadas e que vão evoluindo rapidamente. Antigamente era necessária uma amostra de DNA do tamanho de uma moeda para se realizar uma análise, atualmente já de analisam nanogramas das amostras.
Uma mentira, também, é o fato de que na série os peritos têm tempo de sobra para dedicar à solução do crime e que muitas vezes vários peritos se dedicam ao mesmo caso. Na realidade ocorre o inverso, ocorre uma sobrecarga de trabalho para os peritos, que muitas vezes cuidam de vários casos diferentes, dificultando assim o empenho maior desses profissionais.
No Brasil o primeiro laboratório de exames forenses foi criado somente em 1994 seis anos antes de a série ser iniciada. O governo já investiu mais de R$10 milhões para a construção de mais laboratórios e já está implementando o Banco de Dados Nacional Criminal de Perfis Genéticos que armazena dados de criminosos condenados e o perfil genético de milhares de pessoas desaparecidas. Com isso vemos que existe uma grande lacuna entre a TV e a realidade.
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Referências 

OFFICE SCIENCE. A Química da Investigação Criminal. A Química das Coisas. Disponível em:          <http://www.aquimicadascoisas.org/?episodio=a-quimica-da-investigacao-criminal>. Acesso em: 24 mar. 2014.
HOUCK, M. et al. A realidade do CSI. UOL, Scientific American Brasil. Disponível em:    <http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_realidade_do_csi.html>. Acesso em: 24 mar.2014.
Nabais, J. CSI A Química Contra O Crime. Química para todos. Disponível em: <http://quimicaparatodosuevora.blogspot.com.br/2012/02/pode-quimica-ajudar-resolver-crimes-e.html>. Acesso em: 24 mar. 2014.
CSI: Crime Scene Investigation. Wikipédia. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/CSI:_Crime_Scene_Investigation>. Acesso em: 24 mar. 2014.
CSI: Investigação Criminal. Minha Série. Disponível em: <http://www.minhaserie.com.br/serie/26-csi >. Acesso em: 24 mar. 2014.
CSI Las Vegas. Imagens Grátis. Disponível em:<http://www.imagensgratis.com.br/csi-las-vegas>. Acesso em:25 mar. 2014.
The curious case of the “inverse CSI effect”. Pacific Standard. Disponível em:<http://www.psmag.com/culture/do-tv-shows-like-csi-deter-cyber-crime-63362>. Acesso em: 25 mar. 2014.
CSI: Crime Scene Investigation. Vida de Temporada. Disponível em:<http://vidadetemporada.wordpress.com/2011/04/03/csi-crime-scene-investigation/>. Acesso em: 25 mar. 2014.


segunda-feira, 12 de maio de 2014

As diferentes televisões

GRUPO: Felipe Basílio, Letícia Lopes, Pedro Bessa, Pedro Caixeta, Ryan Soares
TURMA: 106
Hoje em dia, as televisões são um dos meios de entretenimento mais famosos e acessíveis à população. Praticamente cada casa tem a sua. Desde sua criação, em 1924, a televisão vem sendo um método eficaz de transmitir para qualquer parte do mundo, notícias, eventos, filmes e muitas outras informações, por isso sua importância cresce a cada instante.
Como toda tecnologia, as televisões vêm evoluindo com o tempo, se tornando cada vez mais eficientes, até chegarmos aos modelos mais comercializados hoje em dia: LED, LCD e Plasma, nomes familiares, mas que não sabemos bem o que significam. É necessário conhecermos mais sobre cada uma dessas tecnologias, quais os seus materiais, vantagens, desvantagens, como funcionam e outras coisas para compreendermos melhor, e é aqui que entra a Química, que lida com isso.
Dessa forma, obter conhecimentos sobre os modelos de televisões atuais se torna bastante relevante, pois assim saberemos qual modelo de televisão atende melhor ao que queremos, levando em consideração vários critérios, como preço, gastos energéticos, agressão ao meio ambiente, e a qualidade que elas oferecem, podendo influenciar muito no nosso uso diário.

Vamos entender um pouco sobre cada uma delas e conhecer qual a TV mais recomendada para cada situação. Veja abaixo:
Fonte: Tecmundo¹

Em uma TV de Plasma, a tela que vemos é, na verdade, a combinação de duas finas placas de vidro. Entre essas finas placas de vidro se encontram os famosos pixels (o menor ponto que forma uma imagem digital) divididos nas cores vermelho, verde e azul. Cada pixel possui três subpixels, formados por fósforo sólido e alguns gases, como xenônio e neônio. Ao receberem uma descarga elétrica, esses gases e o fósforo se convertem no plasma, para depois voltarem ao estado gasoso. Durante essas mudanças, energia é liberada na forma de raios ultravioletas que atingem o fósforo. Ele absorve a radiação e emite luz na cor específica que estiver programado a fazer. Assim, funciona uma TV de Plasma. E esse processo ocorre em frações de segundos.
O processo de transmissão de imagens da TV de LCD é diferente. A tela possui uma lâmpada geralmente fluorescente (lâmpada branca) iluminando toda uma matriz de luz e milhares de pixels a frente da matriz, mas dentro de cada pixel existem cristais líquidos. Esse material contém partículas nos estados sólido e líquido, ao mesmo tempo. Quando a tela recebe a descarga elétrica, os cristais mudam seus ângulos de orientação e regulam a maneira como a luz atravessa a tela. Assim, dependendo da posição dos cristais teremos cores diferentes geradas na tela.
A TV LED é semelhante à TV de LCD. A diferença entre elas é que um painel de LED é implantado entre a fonte de luz e cristais líquidos, exibindo cores mais intensas e precisas. Tecnicamente, toda vez que nos referimos à “tela de LED” estamos falando de uma tela de LCD com um painel de LED. O termo “tela de LED” se tornou popular comercialmente para diferenciar um modelo de outro, mas na prática ambos têm a mesma essência.
Quase todas as pessoas conhecem também, a famosa TV de Tubo, que nossos pais e avós costumam, ou costumavam ter em casa ocupando quase uma mesa inteira. Esse modelo, que apesar de ser um dos mais antigos, possui um tempo de uso médio muito maior (podendo funcionar por décadas) e é mais barato do que as novas TVs, entretanto, vem sendo substituído. Se considerarmos o uso médio de uma TV LED, vemos que são alguns anos e possui um preço maior. Mas, se olharmos por outras perspectivas, encontramos a razão de serem preferidas: as TVs de LED são produzidas com materiais 100% recicláveis, não prejudicando o Meio Ambiente, enquanto a TV de Tubo possui materiais que são agressivos à natureza e difíceis de serem tratados, como o chumbo. Economicamente, as TVs de LED possuem um gasto muito menor enquanto são usadas, compensando o valor mais alto para comprá-las. Além de obter-se uma qualidade de imagem, brilho e nitidez muito maior, ocupar um espaço bem pequeno e ter uma tela maior.
Há, ainda, outro modelo de televisão, ainda pouco conhecido: A TV de OLED (diodo orgânico emissor de luz). Um OLED é um dispositivo composto por componentes orgânicos que emitem luz ao receberem carga elétrica (ou, em grosso modo, é uma tela com luz própria).

Fonte: Wikipédia.  Disponível em: < http://en.wikipedia.org/wiki/File:OLED_EarlyProduct.JPG>. Acesso em: 27 mar. 2014

Essa TV (além de consumir menos energia) gera imagens com mais brilho e nitidez em equipamentos eletrônicos, uma vez que não possui vidro. Por ter luz própria, uma tela OLED não precisa de luz de fundo ou lateral ocupando, assim, menos espaço.
Uma falha que sempre observamos, em telas de LCD por exemplo, é que o “preto” delas, na verdade é azul escuro, por não bloquearem a luz de fundo totalmente. Já a tela OLED, por ter luz própria, fica totalmente obscura quando não há energia. As telas ainda podem ser visualizadas por ângulos de até 180°, suportam variações de temperatura com mais eficiência, têm fabricação mais barata e são muito mais rápidas (enquanto telas LCD têm 2ms de tempo de resposta, um OLED pode responder em menos de 0.01ms). Além dessas vantagens, as telas de OLED possuem camadas plásticas e orgânicas menores, mais finas e flexíveis, o que diminui o peso dos componentes e minimiza os danos de eventuais impactos, e não possuem materiais que prejudicam o Meio Ambiente.
Mas, ainda, por ser uma tecnologia recente, possui um custo de produção elevado sendo encontradas por valores como 17.000 e 24.000 reais. Outra desvantagem é a vida útil menor, devido ao material orgânico utilizado (cerca de 14 mil horas com uso moderado do brilho), enquanto as telas de LCD e LED, por exemplo, têm em média vida útil maior (de 25 a 40 mil horas). Outro ponto negativo é a baixa resistência à água (um pouco é suficiente para danificar e destruir os componentes orgânicos). Alguns desenvolvedores já estudam maneiras para solucionar este problema com uma membrana metálica que ajuda a distribuir a luz pela superfície de vidro com mais eficiência, chegando a dobrar a vida útil dos OLEDs atuais. O preço para isso é a redução do brilho da imagem, mas não há perda de qualidade.

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Referências Bibliográficas

Tecmundo. Disponível em: <http://www.tecmundo.com.br/led/5534-como-funcionam-as-telas-de-lcd-lcd-de-led-e-plasma.htm>. Acesso em: 14 mar. 2014.

Infowester. Disponível em: <http://www.infowester.com/lcd_plasma_oled.php>. Acesso em: 13 mar. 2014.



Wikipédia. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Pixel>. Acesso em: 14 mar. 2014.
Tecmundo. Disponível em: <http://www.tecmundo.com.br/oled/2486-o-futuro-da-imagem-telas-oled.htm>. Acesso em: 15 mar. 2014.

Techtudo. Disponível em: <http://www.techtudo.com.br/artigos/noticia/2012/09/o-que-e-oled.html>. Acesso em: 15 mar. 2014.


ZOOM. Disponível em: <http://www.zoom.com.br/tv/deumzoom/ainda-vale-a-pena-comprar-uma-tv-de-tubo>. Acesso em: 19 mar. 2014

O celular

Grupo: Taís, Henrique, Hélida, Isabela L. Bárbara F., Luísa
Turma: 104
A partir do século XXI, as pessoas em geral, têm utilizado mais o aparelho celular que é, assim, atualizado frequentemente. Nos últimos 14 anos, houve uma grande mudança, na aparência e funções dos aparelhos. Esta nova tecnologia trouxe, além de vantagens para facilitar nossa vida, uma nova forma de utilização dos aparelhos, que antigamente eram usados principalmente para ligações e enviar mensagens de texto. Hoje, estão disponíveis inúmeros aplicativos com funções diversas.
Atualmente, as pessoas, independente de suas idades, estão se atualizando buscando as novas vantagens que os aparelhos oferecem. Entretanto, a compra desses aparelhos vai além de apenas se ter “o modelo mais novo”. A sociedade atual, de certa forma, exige a atualização frequente do celular para que se mantenham as relações de trabalho e pessoais. Um exemplo atual de um tipo de aparelho que vem sendo amplamente utilizado é o smartphone.  
Como consequência da grande facilitação que o celular nos proporciona, está cada vez mais difícil desapegar-se do aparelho celular, porém, grande parte da população não tem ciência dos males que o mesmo pode acarretar. O mau uso e principalmente o uso excessivo desse eletro eletrônico vem sendo alvo de diferentes pesquisas, buscando saber se diversos problemas de saúde podem estar ligados à utilização desses aparelhos.
 O Ministério da Saúde alerta que os aparelhos móveis emitem radiações conhecidas como ondas de rádio ou ondas eletromagnéticas. Essas ondas invisíveis penetram em nosso corpo, podendo causar mudanças sutis no funcionamento das células, deixando assim nossas células mais vulneráveis às patologias diversas. Dentre os males que a radiação pode causar estão os problemas neurológicos, câncer, surdez, esterilidade masculina, dentre outros. De acordo com um estudo feito pela Academia Americana da Medicina do Sono, em Westchester (EUA), foi constatado que, em todo o mundo, jovens que usam o celular excessivamente têm mais dificuldades para dormir, sofrem de estresse ou fadiga. Dentre outras considerações, averiguou-se que além desses jovens apresentarem um estilo de vida descuidado de modo geral, eles também tem um maior consumo de bebidas estimulantes.
Outro estudo, porém agora do Centro de Pesquisa Reprodutiva dos Estados Unidos, nos afirma que a esterilidade masculina estaria ligada a radiação liberada pelo aparelho. Em hipótese, isso ocorreria porque a maiorias dos homens guarda o aparelho no bolso da calça, próximo aos testículos. Nos teste feito com homens que usavam o celular mais de quatro horas por dia tinham sua produção de espermatozoides reduzida em até 50%. E os problemas não se restringem a esses. A Universidade Federal de Minas Gerais divulgou resultados de uma pesquisa que revela que a maioria (80%) das pessoas que morrem de câncer ligado à radiação eletromagnética na capital mineira, morava a até 500 metros de antenas de transmissão de sinal telefônico.
Contudo, não é só com essas ondas que devemos nos preocupar. O biomédico Roberto Figueiredo constatou em pesquisas que, nos telefones celulares, acumulam-se muitas impurezas e isso é algo que preocupa. Para se ter ideia da proporção do problema, apurou-se que existem mais bactérias nas teclas e tela do celular do que na sola do seu próprio sapato.
E além dos males que o celular pode causar à nossa saúde, a grande procura por novos aparelhos gera um grande aumento no número de celulares descartados, chegando a 20 milhões por ano no Brasil, que na maioria das vezes quase nunca se tem a destinação correta. Esses resíduos, se descartados de maneira incorreta, podem contaminar o solo, com metais pesados, como por exemplo, o chumbo, alumínio, ferro, titânio, prata, mercúrio, mas apresentando também plástico, cádmio, sílica, arsênio, níquel entre outros materiais presentes na composição do celular. Essa contaminação pode também afetar os cursos d’água. É importante lembrar, que se você quiser descartar o aparelho, ele tem que ser devolvido para o fabricante, ou outra empresa, para que possam reciclá-lo da forma correta.
Mesmo sabendo dos males causados pelo uso em excesso desses aparelhos é difícil abdicarmos de sua posse, tanto pela praticidade de suas operações como pelo contato com as outras pessoas que o mesmo pode nos proporcionar. A dica para que mantenhamos o uso de forma segura é não utilizarmos esses aparelhos de forma demasiada e fazermos a nossa parte para contribuir com a preservação da natureza e da nossa saúde.

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Referências

Disponível em:  www.infoescola.com Acesso em: 30 mar 2014.
Disponível em:  www.globo.com.br/celulares Acesso em: 30 mar 2014.

CELULARES

Grupo: Igor, Henrique e Daniel 
Turma: 101

Ligações, mensagens instantâneas, milhões de aplicativos e funcionalidades tornaram e tornam a vida do ser humano cada vez mais prática, transformando os queridos celulares, nascidos no laboratório Bell, nos Estados Unidos no final da década de ’40, em algo que hoje podemos chamar de “o novo melhor amigo do homem”. É algo que foi inserido no nosso cotidiano de forma tão efetiva que parece impossível imaginar alguém sem um desses. Em 2014, por exemplo, o número de aparelhos em uso no Brasil, começou em 272,4 milhões, o que significa uma relação de aproximadamente 1,34 aparelhos celulares por habitante.
É hora, então, de saber mais sobre nossos “amigos”, seus reais benefícios/riscos, até que ponto vale gastar uma fortuna em um e os processos químico-científicos por trás deles, afinal, a química está muito mais presente em um aparelho celular do que você pode imaginar, seja na influência sobre a duração das baterias de lítio, no design inovador dos grandes aparelhos do mercado, ou nas pesquisas sobre possíveis problemas de saúde.
De acordo com uma pesquisa recente, a composição de um aparelho celular atual comum é de 40% placa de circuito, 45% plástico, 3% placa de magnésio, 4% placa de cristal liquido (LCD), e 8 % de metais diversos. Tais dados não incluem a bateria, e por falar nisso, um problema muito relatado, é a má duração da bateria de lítio, o que gera a discussão do por que das grandes marcas não investirem em um smartphone com uma bateria que dure mais, seja usando outro material alternativo ao lítio ou criando novas tecnologias, já que os preços dos aparelhos já equivalem a esses recursos.   

*acesse o infográfico para entender a composição e o funcionamento de uma bateria de lítio.


Com a alta demanda do mercado dos celulares, a população consome cada vez mais tais produtos, mesmo quando não precisam, descartando de forma irresponsável seus antigos aparelhos, simplesmente porque seus atuais modelos ficaram “desatualizados” ou “para trás” em comparação aos novos celulares de primeira linha. Tal fenômeno ocorre há alguns anos e provavelmente você se identificou com esta descrição. E a culpada por trás disso tem nome: obsolescência programada. Enquanto no passado, eletrônicos duravam anos com perfeito funcionamento, hoje em dia eles são arquitetados para terem um ciclo de vida bem menor. Um celular já sai da fábrica defasado e com seu ciclo de vida determinado. O que faz com que o compremos e, um ano depois, já estejamos visando uma nova troca. E talvez o mercado mais afetado com essa prática seja o dos aparelhos celulares.
Um exemplo, seria o smartphone de primeira linha da Apple, o iPhone. Foi lançado em 12 de setembro de 2012, o iPhone 5, no valor de R$2400,00. Um ano depois,  em 10 de setembro de 2013 foram lançados dois novos modelos, o 5s – que possui o recurso Siri, no qual é possível se comunicar por voz com o aparelho – e o 5c – que simplesmente tem cores diferentes disponíveis e é revestido de plástico ao invés de metal – ambos no valor de R$2300,00. Isto gera várias consequências. Outros fatores envolvem meio ambiente, sustentabilidade e responsabilidade social.
Pensando nisso, a empresa Phoneblocks surgiu com uma ideia bem interessante: um smartphone desmontável. O projeto consiste na construção modular dos aparelhos, aonde cada “funcionalidade” viria em um bloco a ser encaixado na placa principal. E quando a qualidade da câmera não for mais o suficiente? Troca-se apenas o bloco da câmera. E o mesmo serve para quando a duração da bateria estiver ruim ou o a memória interna ficar esgotada.
Além do mais, alguém que armazena seus dados em nuvem e não precisa de grande memória interna, pode investir em uma bateria que dure mais ou uma câmera melhor, por exemplo. Tudo gira em torno de montar da sua maneira e trocar apenas aquilo que realmente for necessário.
Obviamente, o projeto não foi à frente, afinal, as grandes marcas sairiam muito prejudicadas, podendo chegar até a falência. Mas que a ideia é genial, é. Tudo isso é algo a se pensar antes de gastar desnecessariamente fortunas anuais e prejudicar o meio ambiente com toneladas de celulares descartadas de forma imprópria. Mas não é só o meio-ambiente que sai prejudicado.
Já se imaginou saindo de casa sem o celular no bolso ou na mão? Provavelmente sua resposta é “não”. A emissão radioativa dos celulares vem sida muito estudada por cientistas durante os últimos anos. Em um estudo realizado pela Universidade de Yale, descobriu-se que o aumento das desordens de comportamento infantil pode ser provocado, parcialmente, pela exposição do feto às radiações de celulares durante a gravidez, já que se encontram em fase de desenvolvimento ósseo e, portanto, apresentam estrutura cranial mais fina, se tornando um alvo potencial à radiações.
Além disso, dados publicados pela OMS (Organização Mundial de Saúde) e a IARC (Agência Internacional para Pesquisa em Câncer), estudados pela Universidade de Pittsburgh, alegam que o uso de celulares pode causar um tipo maligno de câncer cerebral, o Glioma.
Além dos problemas já citados, um estudo da Universidade de Viena afirma que as pessoas que usam o celular 10 ou mais minutos por dia, e que fazem isso há pelo menos quatro anos, têm 70% mais chances de desenvolver zumbido crônico no ouvido. E os problemas não param por aí: até a fertilidade masculina pode ser afetada.
Segundo um estudo do Centro de Pesquisa Reprodutiva dos Estados Unidos, em Cleveland, o celular estaria relacionado com a infertilidade masculina por aumentar a temperatura dos testículos. E o problema ocorreria justamente porque a maiorias dos homens guarda o aparelho no bolso da calça, próximo aos testículos. Descobriu-se que homens que usavam o celular mais de quatro horas por dia tinham sua produção de espermatozoides diminuída em 50%.
Ainda faltam estudos para chegar a resultados claros, já que é uma tecnologia usada há menos de 20 anos, mas já dá para ter uma boa ideia de que é preciso usá-los de forma consciente e moderada. É melhor não esperar o problema aparecer, certo?
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Referências

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - www.ibge.gov.br;          
Fundação Telefônica - www.fundacaotelefonica.org.br;                                                      
Teleco – Inteligência em Telecomunicações - www.teleco.com.br;            
Wikipédia, a enciclopédia livre - www.pt.wikipedia.org;                                                       
Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações - www.anatel.gov.br;                         
Cia Norte News - www.cianortenews.com;                                                                          
BBC – www.bcc.co.uk;                                                                                               
Minha Vida – www.minhavida.com.br;                                                                                    
Nerd Insano – www.nerdinsano.com.br,                                                                                
G1 – O Portal de Notícias da Globo – www.g1.globo.com                                            
iG – Tecnologia – www.tecnologia.ig.com.br

sexta-feira, 2 de maio de 2014

QUÍMICA NOS LIVROS E EM SÉRIES DE TV: A QUÍMICA EM HARRY POTTER

Grupo: Daniella A.; Gabriela C.; Ricardo A.; Gabriel G.; Guilherme L.
Turma: 102

Trabalho desenvolvido por alunos do primeiro ano do colégio técnico da UFMG, que têm como objetivo perceber a química no dia-a-dia e entender a sua importância. O tema desenvolvido foi a química presente nos livros de Harry Potter. Nos livros são citadas poções, uma representação da química no fantástico mundo de Harry Potter e um pouco da Alquimia, uma ciência que envolve magia e que foi muito importante para o desenvolvimento da química. Os livros e filmes de Harry Potter entraram na sociedade por volta do ano 2000, e fazem parte da vida das pessoas, principalmente dos jovens, até hoje. A química, assim como os livros, também faz parte de nossas vidas, mas de uma forma mais profissional, já que quase tudo que temos e fazemos no dia-a-dia possui algo químico. Portanto, são dois temas importantes, interessantes, que se cruzam em um determinado ponto, e que se constituem em conteúdos amados e estudados pelos jovens.

INTRODUÇÃO

Para quem não conhece, Harry Potter é um personagem fictício criado por J.K Rowling. Ele é bruxo e estuda numa escola mágica onde os alunos têm aulas adaptadas à magia. Por exemplo, eles aprendem poções no lugar da nossa química. A química é tão importante para a nossa sociedade que ganhou uma representação no mundo de fantasia de Harry Potter: as poções. Por isso veremos um pouco mais sobre essa arte. É muito importante percebermos as ligações que há entre as duas, a de preparar poções e a química. Assim, poderemos entender melhor os livros da série Harry Potter e ainda veremos, após a comparação com o mundo mágico, a química sob uma nova ótica. Também será citada a alquimia que é uma prática fundamental para o desenvolvimento da química e do livro: Harry Potter e a Pedra Filosofal.

ALQUIMIA EM HARRY POTTER

A Alquimia é uma prática antiga que combina elementos da Química, Antropologia, Astrologia, Magia, Filosofia, Metalurgia, Matemática, Misticismo e Religião. Alguns dos objetivos de sua prática são: A transformação de qualquer metal em ouro e a obtenção do Elixir da Vida, que daria vida longa a aqueles que o ingerissem. Ambos os objetivos seriam alcançados ao se obter a Pedra Filosofal, uma substância mística que dá título ao primeiro livro sobre Harry Potter. Apesar de não ter caráter científico, a Alquimia foi uma fase importante onde se desenvolveram muitos conhecimentos usados pela Química.
No primeiro livro da saga Harry Potter (Harry Potter e a pedra filosofal) o vilão da história, Voldemort, quer roubar a Pedra Filosofal para usar do elixir da vida e obter um corpo próprio, podendo assim cumprir seus objetivos: matar Harry e pessoas que vieram de famílias não mágicas. A pedra filosofal do livro se encontra escondida em Hogwarts, a escola de magia, sendo protegida por vários enigmas. Porém um servo Voldemort descobre como superar as barreiras. Harry desvenda os enigmas e rouba a pedra para assegurar que esse seguidor de Voldemort não a roube antes, eles lutam, Harry ganha e a pedra é destruída, assegurando que Voldemort não a use para voltar á vida.

POÇÕES: A QUÍMICA NO FANTÁSTICO MUNDO DE HARRY POTTER

No primeiro ano de Harry em Hogwarts, ele aprende sobre as poções. Em sua primeira aula, o professor de poções, Snape, fala sobre essa arte que tanto se assemelha á química. Apesar de parecerem desinteressantes e pouco relevantes, as poções, quando preparadas corretamente dão á quem as possui um grande poder, poder de, por exemplo, zumbificar.

“Não espero que vocês realmente entendam a beleza de um caldeirão cozinhando em fogo lento, com a fumaça a tremeluzir, o delicado poder dos líquidos que fluem pelas veias humanas e enfeitiçam a mente, confundem os sentidos… Posso ensinar-lhes a engarrafar fama, a cozinhar glórias, até a zumbificar se não forem o bando de cabeças-ocas que geralmente me mandam ensinar.”- Severo Snape

(ROWLING, J.K. Harry Potter e a pedra filosofal/ tradução de Lia Wyler. Editora Rocco. p.103).

São duas artes difíceis, química e poções, e se feitas sem cuidados podem ser desastrosas. Misturando substâncias erradas, na química, podem ocorrer explosões ou vazamento de substâncias tóxicas. Em poções, um erro pode explodir um caldeirão ou pode causar danos mais graves, dependendo das substâncias mágicas envolvidas. 

Nos laboratórios em Hogwarts, as poções são preparadas observando-se os mesmos cuidados que ocorrem nos laboratórios de química e as poções geralmente têm as mesmas funções dos medicamentos, que cada vez mais ajudam na medicina atual. Algumas delas como a porção do morto-vivo induzem o sono como o flunitrazepam presente em certos medicamentos. 

A química e o preparo de poções são artes que requerem muita atenção. E são muito importantes para o desenvolvimento de suas respectivas sociedades. Graças á química, grandes descobertas foram possíveis, como a criação de bombas atômicas e medicamentos. A química é uma ciência poderosa, mas delicada e tem um grande prestígio atualmente. Ela vem mostrando-se cada vez mais importante para os avanços de todos os setores produtivos das sociedades modernas, sobretudo no aperfeiçoamento de produtos tecnológicos.
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Referências

ROWLING, J.K. Harry Potter e a pedra filosofal.Tradução de Lia Wyler. Editora Rocco, 2000.
Poções (Harry Potter). Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Po%C3%A7%C3%B5es_(Harry_Potter) 
Alquimia. Disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Alquimia

Harry Potter: Bruxo ou Químico?

Grupo: Amanda, Ariene, Estevan, Pedro A., Vitor
Turma: 104
 
     A saga de livros Harry Potter, escrita pela britânica J. K. Rowling, conta a história de um jovem que descobre ser um bruxo e vai estudar em Hogwarts: uma escola de magia e bruxaria onde ele aprenderá como usar seus poderes. Lá, ele assiste a aulas de várias disciplinas mágicas, e algumas delas estão intimamente relacionadas com a química. Além disso, Harry ainda precisa lutar contra Lord Voldemort, um bruxo das trevas, que todos pensavam estar morto, mas que ameaça voltar e tomar o poder do mundo bruxo.
    Harry Potter conquistou legiões de fãs por todo o mundo, seja pela maneira de escrever de Rowling, pelo carisma do personagem ou por seus leitores se imaginarem como Harry e encontrar semelhanças com ele. Mas, é indubitável que o livro é cheio de referências diretas e indiretas a vários elementos do mundo real, incluindo nessa lista a química, que pode não ser representada com total veracidade nos livros, mas, que tem pontos que se assemelham bastante com ela. Apesar de ser uma série de ficção e tratar de temas cercados de magia, ela é uma forma lúdica e divertida de se aprender assuntos diversos, inclusive química.
     Podemos perceber que um tema discutido nos livros é a alquimia, que por muitos é considerada a precursora da química atual. A alquimia estudava as propriedades dos materiais e a relação entre eles. Mas, ela ainda era bastante impregnada de misticismo e ocultismo. Os alquimistas acreditavam que era possível mudar a essência dos materiais e transformá-los em outros, como por exemplo, transformar um metal qualquer em ouro. Isso seria possível a partir da Pedra Filosofal, objeto presente no primeiro livro da saga Harry Potter.
     No livro Harry Potter e a Pedra Filosofal o vilão Voldemort procura pela pedra filosofal que teria propriedades mágicas como a transmutação e a extração do elixir da vida que seria um líquido que prolongaria a vida de quem o bebesse, imortalizando, assim, o seu possuidor. O objetivo de Voldemort era conseguir o elixir da vida e usá-lo para recuperar seu corpo e deixar de ser um parasita do professor Quirrell, Defesa Contra as Artes das Trevas, e se tornar imortal.
    Além desse momento da trama, ao longo de todo o livro a alquimia se faz bastante presente. Em vários momentos o alquimista Nicolau Flamel é citado, ele seria um amigo do diretor Dumbledore e o único que produziu a pedra filosofal. Uma proesa tão importante que levou a publicação de sua foto nas figurinhas dos sapos de chocolate, um doce presente no livro, dedicadas apenas aos grandes bruxos. Sobre Flamel, conta-se ainda que era casado com uma senhora chamada Perenelle e que gostava de ópera. Flamel realmente existiu e foi casado com uma senhora de nome Perenelle. Sobre ele há vários boatos de que foi um grande alquimista, apesar de não se ter nada confirmado, assim como seu amor pela ópera.  
 Disponível em: http://tudosobremagiaeocultismo.blogspot.com.br/2012/04/ nicolas-flamel.html

      A relação entre a química e Harry Potter não para por aí. Ao longo de todos os livros podemos perceber várias outras referências à ciência. Uma matéria obrigatória em Hogwarts é o ensino de poções, lecionada pelo professor Severus Snape e posteriormente pelo professor Horácio Slughorn. A disciplina está intimamente relacionada com a química. Nela, os alunos aprendem como fabricar, manusear e utilizar poções, soros e antídotos. Essas poções têm propriedades mágicas e têm uma serventia no mundo bruxo. Para prepará-las os alunos observam a receita em seus livros e seguem todos os meticulosos passos para realizar o complicado preparo. Tudo começa na escolha dos ingredientes, que vão dos mais simples aos mais exóticos. Cada ingrediente tem uma propriedade específica, que, combinados fazem o efeito esperado. Depois vem o modo de preparo que é bastante complicado dependendo do que se quer fazer. Deve-se cortar, espremer, misturar, cozinhar os ingredientes, e tudo seguindo uma ordem e proporções corretas. Qualquer ingrediente adicionado de forma incorreta acarreta consequências desastrosas, podendo apenas não fazer efeito algum ou então fazer um antídoto virar um poderoso veneno, e, em alguns casos, até explodir. Além disso, muitos materiais especiais são necessários, como um bom caldeirão, uma faca de prata, um pilão, um kit de poções, que inclui frascos e vasilhames para realizar o feitio das poções e uma balança de latão para pesar os ingredientes.
 
Aula de Poções. 
Disponível em: http://entrelivroseagulhas.blogspot.com.br/2012/10/visita-ao-mundo-magico-de-harry-potter.html

      Podemos perceber que todos esses requisitos para se preparar uma boa poção se assemelham muito à química. Aprendemos que se deve adicionar os reagentes na proporção correta para ocorrer a reação do jeito certo, e sempre tomar muito cuidado ao realizá-las, já que qualquer detalhe mínimo que seja esquecido ou mudado altera completamente o resultado. Esse trabalho realizado em Harry Potter é muito parecido com o realizado pelos químicos em laboratório, pois os dois devem ser altamente cuidadosos em seus trabalhos. Podemos relacionar vários elementos da história com o estudo da química atual. Podemos imaginar que as poções preparadas são como nossas soluções ou misturas. Assim como no livro, os ingredientes devem ser adicionados numa proporção correta, como diz a lei de Proust, que trata das proporções utilizadas para fazer reações acontecerem. Esses devem ser adicionadas de modo correto para que não ocorra uma reação indesejada, ou no caso de Harry Potter, te transforme num porco.
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 Referências 

CARVALHO, R.S., SILVA, A.C.S. ESTÓRIAS DO HARRY POTTER: UM CATALISADOR PARA O ESTUDO DA ALQUIMIA. Revista Ponto de Vista.Viçosa, v. 5, n. 1, p. 113-125, 2008. Disponível em: http://www.coluni.ufv.br/revista/docs/volume05/estorias.pdf. Acesso em 30 mar. 2014.